Quatro gols eram necessários para uma virada que faria o lado alve-negro de Belo Horizonte ir abaixo. E, na mesma situação que estava nas quartas (contra o Corinthians), o Galo encontra quatro gols através da raça e força de vontade que só um time como o Atlético pode conseguir. O Galo é, realmente, o time da virada.
Neste momento a disputa iria para as penalidades máximas, mas não houve tempo de cogitar tal desfecho: primeiro ataque do Cruzeiro e gol de Marcelo Moreno. A situação do Peixe era bem difícil. O Santos agora teria que fazer mais dois gols e não sofre nenhum para chegar até a final. Mas nada é impossível para um time que teve o Rei do Futebol por lá. Com mais dois gols, o alve-negro praiano praticamente escreveu sua classificação. Mas eu disse que o Cruzeiro era o atual campeão brasileiro. E isso não era à toa. Com 15 minutos restantes, a Raposa precisava fazer pelo menos um gol. Este sai com Willian. Com cinco minutos de acréscimos dados pelo árbitro, o Santos foi inteiro para o ataque em busca do gol da classificação.
Ir para o ataque naturalmente expõe a equipe. Eis que, no último minuto do jogo, o mesmo Willian que fez o gol da tranquilidade agora fez o gol do alívio. O jogo acaba em 3x3 e o Cruzeiro (que havia ganho por 1x0 em casa) enfrentaria o maior rival em um jogo que simboliza um estado de Minas Gerais que sobrepujou todos os outros nos últimos dois anos e irá decidir no campo qual o melhor.


